
Infraestrutura verde: conceito, benefícios e integração urbana
Entenda o conceito de infraestrutura verde, seus benefícios para as cidades e sua relação com outros tipos de infraestruturas.
Cidade esponja integrada à natureza para melhor absorção de chuvas e resiliência urbana. (China Sanya, Hainan - Turenscape)
Com o crescimento acelerado das áreas urbanas, as cidades têm enfrentado desafios cada vez maiores relacionados a enchentes, inundações e ao gerenciamento de águas pluviais. A impermeabilização excessiva do solo urbano impede que a água seja absorvida, agravando problemas ambientais e sociais. Nesse contexto, surge o conceito inovador de cidade esponja, idealizado pelo arquiteto e urbanista chinês Kongjian Yu em 2013.
Uma cidade esponja, ou “Sponge City” em inglês, é uma abordagem de planejamento urbano baseada na utilização de soluções naturais e sustentáveis para gerenciar águas pluviais. O principal objetivo é que as cidades funcionem, literalmente, como esponjas, captando e infiltrando a água no solo por meio de técnicas e infraestruturas verdes, reduzindo a ocorrência de enchentes e melhorando a gestão dos recursos hídricos.
Kongjian Yu propôs esse conceito como uma resposta sustentável e resiliente às crescentes ameaças climáticas enfrentadas pelas grandes cidades, sobretudo relacionadas a enchentes e inundações urbanas.
As cidades esponja são projetadas para melhorar a capacidade natural dos ambientes urbanos de absorver água pluvial. Para isso, utilizam soluções sustentáveis e baseadas na natureza, combinando infraestrutura verde com técnicas de engenharia que permitem o reaproveitamento da água captada.
Entre as principais técnicas e elementos utilizados em cidades esponja estão:
A aplicação do conceito de cidade esponja proporciona diversos benefícios ambientais, sociais e econômicos para as áreas urbanas, incluindo:
A cidade chinesa de Wuhan foi uma das pioneiras na implementação do conceito de cidade esponja, como parte de uma estratégia nacional iniciada em 2015. Diversas infraestruturas verdes, como parques alagáveis, jardins de chuva e telhados verdes foram construídos, permitindo que a cidade aumentasse significativamente sua capacidade de absorção da água da chuva, reduzindo enchentes e melhorando a qualidade do ambiente urbano.
Berlim também adota o conceito de cidade esponja há várias décadas, investindo em infraestrutura permeável e incentivando a instalação de telhados verdes em edifícios públicos e privados. Essas iniciativas melhoraram o gerenciamento das águas pluviais e reduziram os problemas de alagamento e enchentes na capital alemã.
Após o furacão Sandy em 2012, Nova York reforçou suas estratégias de resiliência urbana, adotando princípios da cidade esponja para reduzir riscos futuros. Parques com infraestrutura verde, jardins de chuva e pavimentos permeáveis fazem parte da estratégia de gerenciamento hídrico da cidade.
Reconhecida mundialmente por sua expertise no gerenciamento de águas, Roterdã utiliza soluções inovadoras baseadas em infraestrutura verde. A cidade possui parques aquáticos, telhados verdes e espaços públicos multifuncionais capazes de armazenar temporariamente grandes volumes de água durante chuvas fortes.
As cidades esponja representam uma solução essencial para os desafios atuais enfrentados pelas áreas urbanas ao redor do mundo. Ao adotarem infraestruturas verdes que melhoram a absorção, armazenamento e uso sustentável das águas pluviais, essas cidades tornam-se mais resilientes, sustentáveis e agradáveis para seus habitantes.
À medida que as mudanças climáticas intensificam eventos extremos, o conceito de cidade esponja ganha relevância global, tornando-se indispensável no planejamento urbano contemporâneo. O investimento em soluções naturais não apenas mitiga problemas ambientais, como também oferece melhorias econômicas e sociais significativas para as comunidades urbanas.
Investir no conceito de cidade esponja é, portanto, um passo decisivo para cidades que buscam equilíbrio ambiental, segurança e qualidade de vida para seus cidadãos.
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Colaboradores
Luiz Pedro
Revisor – Diretor PISAC
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